terça-feira, 22 de julho de 2014

Domingo na lata de lixo

Dia disforme e vazio,
Ingrato, rápido e arredio,
Igual a você.

Seu corpo distante,
Corpo que mente,
Mente que cai
Em qualquer travesseiro macio,
Em qualquer tela que pisca,
Qualquer esquina,
Suposta alegria,
Qualquer (des) motivo,
De viver.

Meia luz na janela,
Cama desfeita,
Chá de canela,
É ingrato saber,
Que você não transpassa paredes,
Que você não pula muros,
Grades e redes,
Que não bate em portas como estas.

Inconformada eu sigo,
Quantos domingos perdidos,
Quanta coragem você joga,
Na lata do teu lixo,
Lixo de medo e depressão.

Isso não é um julgamento,
Critico o que considero,
Apenas quero,
Te ter vivo.

Bate nessa porta,
Não importa,
Que é domingo,
Não importa,
Que o dia te anestesiou.

Chuta o balde da tua lata de lixo,
Faz amigo,
Faz amor,
Faz comigo,

Juramento de Domingo.

Um comentário:

  1. A Verdade Em Poesia, está a tentar visitar a todos os seus seguidores,
    para deixar abraço amigo e agradecer por termos ficado juntos mais um ano,
    desejar também que este ano lhe traga muitas alegrias, e grandes vitórias.
    Atenciosamente. António.
    PS. tive de seguir outra vez porque estava sem foto, ou sem endereço.

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