Eu o sou,
O mais estranho dos seres,
O mais complexo inimaginável,
Portanto, ridículo, impensável,
Não identificável com o geral,
Com o normal,
Com o comum e o usual.
Eu o sou,
O mais mísero dos seres,
Por não acompanhar esta marcha,
Por induzir a rechaça,
Por não dançar a dança dos iguais,
Não a danço.
Por agir como se não houvesse,
E jamais pudesse haver alguém,
Tão desigual aos iguais,
Tão estranho àqueles outros,
Eu o sou.
Eu o sou,
Normal demais,
Para ser real,
Equilíbrio demais,
Para ser normal,
Diferente demais para viver,
No meio dos iguais,
Eu o sou.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Gracinha
Música para Léo e Andressa.
Que gracinha,
Você os deixa loucos,
Gracinha.
Você não é uma mente privilegiada,
Mas, você é desejada,
Você não é sensacional, espetacular, magistral,
Mas é legal,
É uma gracinha!
Mais uma gracinha,
Novinha,
Inocente, (Tadinha).
Qualquer um poderia te passar para trás facilmente,
Você é uma construção dependente,
Uma construção patética,
Acha tudo isso inteligente, (Tadinha),
Mas, é claro, você é uma gracinha, meu bem,
E que gracinha!
Eu adoro você gracinha,
Por isso digo o que você é,
E você é uma gracinha!
Mais uma dentre as mil que conheço.
Mas eu não me esqueço,
De você gracinha,
Que você não é melhor gracinha,
Que você não tem diferencial gracinha,
Que você é bonitinha, gracinha.
Me ligue um dia qualquer,
Quando você deixar de ser gracinha,
Eu adoro você gracinha,
Mas, eu me cansei,
Eu não sei dizer gracinha,
Mas, você é compreensiva,
Por que você é uma gracinha!
Todo mundo adora uma gracinha,
Por isso eu adoro você,
Gracinha.
Você os deixa loucos,
Gracinha.
Você não é uma mente privilegiada,
Mas, você é desejada,
Você não é sensacional, espetacular, magistral,
Mas é legal,
É uma gracinha!
Mais uma gracinha,
Novinha,
Inocente, (Tadinha).
Qualquer um poderia te passar para trás facilmente,
Você é uma construção dependente,
Uma construção patética,
Acha tudo isso inteligente, (Tadinha),
Mas, é claro, você é uma gracinha, meu bem,
E que gracinha!
Eu adoro você gracinha,
Por isso digo o que você é,
E você é uma gracinha!
Mais uma dentre as mil que conheço.
Mas eu não me esqueço,
De você gracinha,
Que você não é melhor gracinha,
Que você não tem diferencial gracinha,
Que você é bonitinha, gracinha.
Me ligue um dia qualquer,
Quando você deixar de ser gracinha,
Eu adoro você gracinha,
Mas, eu me cansei,
Eu não sei dizer gracinha,
Mas, você é compreensiva,
Por que você é uma gracinha!
Todo mundo adora uma gracinha,
Por isso eu adoro você,
Gracinha.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Ponto final
Pare de contar essa história,
De uma moça de família diferente,
Muito boa gente,
Sobretudo obediente,
Esta história é uma novela decadente,
Findou-se,
Por seu marasmo evidente.
A personagem principal era demente,
Essa moça que possui personalidades duplas, diferentes,
Cada uma para quando lhe é conveniente.
De uma moça de família diferente,
Muito boa gente,
Sobretudo obediente,
Esta história é uma novela decadente,
Findou-se,
Por seu marasmo evidente.
A personagem principal era demente,
Essa moça que possui personalidades duplas, diferentes,
Cada uma para quando lhe é conveniente.
Vidas duplas são laboriosas,
A moça crente,
Boa gente,
Sobretudo obediente,
Que era demente quando lhe fosse conveniente,
Cansou-se,
Resolveu então, escrever a última cena,
De sua novela decadente.
Essa moça confidente,
Boa gente,
Sobretudo obediente,
Que era demente quando lhe parecesse inteligente,
Escreveu um ponto final,
Em sua novela decadente.
Todos ficaram perplexos a final,
Fecharam os olhos,
Para não contemplar tamanho mal,
A moça disse,
Que sua novela decadente,
Não era de própria autoria,
Mas, que ela deveria,
Inaugurar uma outra,
A moça crente,
Boa gente,
Sobretudo obediente,
Que era demente quando lhe fosse conveniente,
Cansou-se,
Resolveu então, escrever a última cena,
De sua novela decadente.
Essa moça confidente,
Boa gente,
Sobretudo obediente,
Que era demente quando lhe parecesse inteligente,
Escreveu um ponto final,
Em sua novela decadente.
Todos ficaram perplexos a final,
Fecharam os olhos,
Para não contemplar tamanho mal,
A moça disse,
Que sua novela decadente,
Não era de própria autoria,
Mas, que ela deveria,
Inaugurar uma outra,
Que fosse menos dos outros e,
Mais dela.
Essa moça consciente,
Nem tanto mais boa gente,
Não muito mais obediente,
Que agora era demente,
Por não mais ser conivente,
Descobriu que era culpada,
Pela novela decadente.
Essa moça inteligente,
Ás vezes boa gente,
Quando necessário obediente,
Considerada uma demente,
Assumiu uma nova novela,
Que agora era dela,
Deu o título de novela ascendente.
Pare de contar essa história,
De uma novela decadente,
Comece contando daquele ponto final,
Sempre para frente.
Mais dela.
Essa moça consciente,
Nem tanto mais boa gente,
Não muito mais obediente,
Que agora era demente,
Por não mais ser conivente,
Descobriu que era culpada,
Pela novela decadente.
Essa moça inteligente,
Ás vezes boa gente,
Quando necessário obediente,
Considerada uma demente,
Assumiu uma nova novela,
Que agora era dela,
Deu o título de novela ascendente.
Pare de contar essa história,
De uma novela decadente,
Comece contando daquele ponto final,
Sempre para frente.
sábado, 8 de maio de 2010
Retrato irreal
Vi os teus sapatos jogados à beira do caminho,
Vi o teu ser despojado,
Pleno em esperança,
Respaldado em lembranças.
Você em uma praia vazia,
Deserta e intensamente fria.
Vê-se um homem distinto,
Alguém sozinho de passagem,
Alguém sem verbo,
Desenhado na miragem.
Vi o teu ser despojado,
Pleno em esperança,
Respaldado em lembranças.
Você em uma praia vazia,
Deserta e intensamente fria.
Vê-se um homem distinto,
Alguém sozinho de passagem,
Alguém sem verbo,
Desenhado na miragem.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Standby
Quando a ignorância te faz esperar um sinal, que os deuses decidam por você,
Que eles profiram a tua sentença;
Revela-se tua própria intolerância em levar o peso do próprio mundo nas costas,
Em desenhar o próprio mundo, em refazer a própria sorte.
Eis que dormem os deuses. Tu vais acordar?
Que eles profiram a tua sentença;
Revela-se tua própria intolerância em levar o peso do próprio mundo nas costas,
Em desenhar o próprio mundo, em refazer a própria sorte.
Eis que dormem os deuses. Tu vais acordar?
quinta-feira, 25 de março de 2010
Poeta sem poesia
Não me despeço de ti,
Preciso da tua ilusão,
Anseio possuir os teus versos,
Dominar tua canção.
Nunca te deixo de vez,
Bebo da tua fantasia,
Ainda penso em ti, ainda me inspiro em ti,
Oh, pobre de mim,
Preciso de ti poesia.
Não me abandones a mente,
Assim me fazes demente,
Poeta de mixaria, poeta sem poesia.
Fiquei poeta sem poesia,
Poeta a se arrepender.
Casei contigo,
Te traí com o Direito,
E agora não mais te consigo escrever.
Preciso da tua ilusão,
Anseio possuir os teus versos,
Dominar tua canção.
Nunca te deixo de vez,
Bebo da tua fantasia,
Ainda penso em ti, ainda me inspiro em ti,
Oh, pobre de mim,
Preciso de ti poesia.
Não me abandones a mente,
Assim me fazes demente,
Poeta de mixaria, poeta sem poesia.
Fiquei poeta sem poesia,
Poeta a se arrepender.
Casei contigo,
Te traí com o Direito,
E agora não mais te consigo escrever.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
2010
Olho meu saudosismo,
Controlo meu ceticismo,
Enquanto a chuva cai, enquanto a chuva vai.
Toco o coração,
Sinto meu ego gozando de satisfação,
Enquanto a chuva cai, enquanto a chuva vai.
Vejo sofrimento,
De longe um canto, um lamento,
Enquanto a chuva cai, enquanto a chuva vai.
Penso em você,
Sem razão, sem porquê,
Enquanto a chuva cai, enquanto a chuva vai.
Onde tudo termina,
A novidade se aproxima,
Chove esperança.
Chove esperança,
Enquanto a chuva cai, enquanto a chuva vai...
Assinar:
Postagens (Atom)