Essa é a tua humanidade:
É ser equilibrista na corda-bamba,
Paraquedista no meio dessa ciranda;
Esse é o teu bangee-jump diário,
Na selva de pedra,
No próximo semáforo.
Esse é o teu frio na espinha,
Um passo em falso,
Não finda essa subida.
E é simples assim, o salário da vida,
Um “vale a pena viver”,
Um “vale a pena sonhar,
Um “vale a pena sofrer”,
“Ficar aqui pra apostar”.
No final das contas,
É um vale a pena qualquer coisa,
Pois é a tragicomédia da vida...
É a tua humanidade...
É a tua liberdade...?
Acaba assim essa nossa “humanidade”:
Teu contentamento descontente,
Teu frisson de insaciedade.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Manifesto para um feliz 2013
Tanta gente bonita, postando citações
belíssimas de Kant, Sartre, Freud e companhia, exibindo uma pseudo-cult
demonstração de si, ao passo que ninguém sabe que nas esquinas turvas da
vida, essa mesma gente intelectual e bonita mente, incita o ódio entre
amigos, põe a discórdia no mundo, no encalço de apenas assegurar uma
única coisa debaixo de uma massa estética falida: interesses próprios, geralmente mesquinhos.
Me assusta como pode essa gente elevar-se moralmente por meio de uma intelectualidade vazia. Assim, eu sei que como muitos gostaria tanto de poder dizer sempre a verdade, de gritar pela sinceridade, porém, ainda quando faço isso, essa gente decadente me joga para a lanterna da vida neste jogo de hipocrisia.
Que muitas pessoas sejam desmascaradas em 2013.
Me assusta como pode essa gente elevar-se moralmente por meio de uma intelectualidade vazia. Assim, eu sei que como muitos gostaria tanto de poder dizer sempre a verdade, de gritar pela sinceridade, porém, ainda quando faço isso, essa gente decadente me joga para a lanterna da vida neste jogo de hipocrisia.
Que muitas pessoas sejam desmascaradas em 2013.
Que muitas feridas sejam saradas em 2013.
Pois só
a verdade leva ao conhecimento da liberdade.
Todos nós estamos muito cansados de sofrer, de engano, de ilusão.
Muda humanidade neste 2013,
Grita a tua felicidade,
Não tenha medo de dizer a verdade,
De lutar contra o ardil dos grandes e dos falsos,
Não tenha medo de ser,
Aquilo que acredita,
Aquilo pelo qual vale viver,
Com uma consciência limpa.
Todos nós estamos muito cansados de sofrer, de engano, de ilusão.
Muda humanidade neste 2013,
Grita a tua felicidade,
Não tenha medo de dizer a verdade,
De lutar contra o ardil dos grandes e dos falsos,
Não tenha medo de ser,
Aquilo que acredita,
Aquilo pelo qual vale viver,
Com uma consciência limpa.
Procura-se
A massa: uma regra.
O único: uma exceção.
A massa: homicida do único:
Homogeneização,
Massificação,
Normalização.
Procura-se sempre por algo diferente,
Desinteressado pela "comum razão".
Debaixo dos pés que marcham,
Das mãos que se levantam,
Procurou-se,
Procura-se,
Há de sempre procurar-se,
Pelo "Diferente",
Num quase "eterno retorno",
De cabeças cansadas.
Somente o Único,
Pode cativar a razão,
Somente o Único,
Invoca reconhecimento,
É legítimo de compaixão.
Procura-se.
O único: uma exceção.
A massa: homicida do único:
Homogeneização,
Massificação,
Normalização.
Procura-se sempre por algo diferente,
Desinteressado pela "comum razão".
Debaixo dos pés que marcham,
Das mãos que se levantam,
Procurou-se,
Procura-se,
Há de sempre procurar-se,
Pelo "Diferente",
Num quase "eterno retorno",
De cabeças cansadas.
Somente o Único,
Pode cativar a razão,
Somente o Único,
Invoca reconhecimento,
É legítimo de compaixão.
Procura-se.
Venha sonhar comigo
Que vida boa você tem.
Quase não teve que fazer esforço algum para obter o que ganhou.
E mesmo assim, murmura.
Tudo lhe está tão bom, que só pode parecer muito ruim!
Ah, a murmuração! Como educa a linguagem com destreza!
Se eu acreditasse em predestinação diria que alguns homens nasceram para murmurar e desdenhar.
Minha alma se alegra e se contenta, no entanto, em saber que outros muitos nasceram para sonhar:
Tudo lhe está tão bom, que só pode parecer muito ruim!
Ah, a murmuração! Como educa a linguagem com destreza!
Se eu acreditasse em predestinação diria que alguns homens nasceram para murmurar e desdenhar.
Minha alma se alegra e se contenta, no entanto, em saber que outros muitos nasceram para sonhar:
Para relativizar as pedras no caminho!
É alguém que assim que persigo.
É alguém que assim que persigo.
Portanto, não és tu, ser que acorda, mas tu, ser que sonha.
Venha sonhar comigo.
Venha sonhar comigo.
sábado, 16 de junho de 2012
Vontade e Representação
Que ilegível transparência,
De quando achei que o vento soprava,
(Eram apenas “sombras de coisas alheias”).
De quando pensei ter escrito versos inteiros,
(Era apenas linguagem truncada),
De quando pensei ter atingido seu coração,
(Era apenas presunção).
Minha vontade,
E representação.
De quando pensei ter visto luz nos seus olhos,
(Era a luz apenas um vermelho sinal),
De um tácito “Pare”,
Que continuado,
Lhe seria indiferente.
Vontade e representação,
De formas imperfeitas,
De sinais amordaçados,
De imagens vendadas.
Foi tudo signo, quase-signo,
Signo sem poder de representação.
Minha vontade,
E representação.
Que é um signo que não pode representar-se?
Que és tu?
Minha vontade,
E representação,
Sua verdade,
E versão.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Joga
Joga no esquecimento,
O teu murmúrio,
Joga no esquecimento,
Esse zumbido do mundo.
Joga no esquecimento,
O bolso furado,
A pele que enruga,
A água que acaba,
O cabelo que cai.
A bomba,
A regra,
O anúncio de guerra,
A ira dos deuses,
E aquela força,
Que aos poucos se esvai.
Joga no esquecimento,
Aquela vontade de amor,
Amor, amor,
Meu amor,
Te jogo no tempo que vai.
Joga no esquecimento,
No canto da casa,
Na esquina da rua,
No acaso ou no mar.
Joga no tempo,
Mantendo a esperança,
Jogada na lembrança,
Deste esquecimento,
Que certamente,
Um dia reencontrarás.
O teu murmúrio,
Joga no esquecimento,
Esse zumbido do mundo.
Joga no esquecimento,
O bolso furado,
A pele que enruga,
A água que acaba,
O cabelo que cai.
A bomba,
A regra,
O anúncio de guerra,
A ira dos deuses,
E aquela força,
Que aos poucos se esvai.
Joga no esquecimento,
Aquela vontade de amor,
Amor, amor,
Meu amor,
Te jogo no tempo que vai.
Joga no esquecimento,
No canto da casa,
Na esquina da rua,
No acaso ou no mar.
Joga no tempo,
Mantendo a esperança,
Jogada na lembrança,
Deste esquecimento,
Que certamente,
Um dia reencontrarás.
quinta-feira, 1 de março de 2012
Só
E eu me sinto só,
Como um oásis num deserto,
Como um horizonte,
Num inverso sem fim,
Sem par,
Só,
E eu te sinto só,
Como um raio,
Que corta o mundo,
Como um rastro,
Que se espraia no chão,
Como quem anda com pressa,
Em busca do destino,
Só,
Eu sinto um mundo só,
Tão partido,
Tão individuo,
Te sinto, mundo,
Quão Narciso,
E sinto muito,
Por ti,
Só,
E assim,
Sou eu para ti,
Como um oásis,
Num deserto,
Sou eu para ti,
Um oásis em teu deserto,
Só.
Como um oásis num deserto,
Como um horizonte,
Num inverso sem fim,
Sem par,
Só,
E eu te sinto só,
Como um raio,
Que corta o mundo,
Como um rastro,
Que se espraia no chão,
Como quem anda com pressa,
Em busca do destino,
Só,
Eu sinto um mundo só,
Tão partido,
Tão individuo,
Te sinto, mundo,
Quão Narciso,
E sinto muito,
Por ti,
Só,
E assim,
Sou eu para ti,
Como um oásis,
Num deserto,
Sou eu para ti,
Um oásis em teu deserto,
Só.
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